Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

As aulas acabaram. Nunca mais (pelo menos aqui na Kaospilot). Sensação estranha. Depois de 2 anos e meio convivendo quase que diariamente com outros 34 co-pilotos, aprendi a apreciar as diferenças como nunca na vida, e não eram poucas no começo!

Continuo em Aarhus, continuo na Kaospilot. Cada estudante está envolvido com seu projeto final, cuja sinopse deve ser entregue (e aprovada) no final da semana que vem, o relatório final entregue em meados de maio e o exame final (oral), realizado no começo de junho. A formatura já tem data marcada (mudou), agora é 19 de junho!

Criamos um espaço bem bacana num dos cantos da escola, limpamos as salas, a cozinha, botamos quadros, murais, mesas, cadeiras, fatboys, flipcharts, velas acesas e outros apetrechos criativos, e agora temos um "escritório" estilo The Hub para trabalhar. Miuto bacana. Somos uns 10 que ficaram em Aarhus. O restante se mudou para Copenhagen, Oslo, Estocolmo, Nova Zelândia, Berlim, entre outras cidades...

Meu projeto final, como já escrevi anteriormente, é a Kombi Mágica. O blog já está funcionando e a partir de agora vou continuar escrevendo lá, e esse blog vai ficar "dormindo" por uns meses. Vai lá e acessa o blog da Kombi Mágica e acompanhe o progresso da aventura.

Em Março vou para Amsterdam, e entre Abril e começo de Junho estarei em São Paulo, preparando a viagem. Entre 25 de março e 5 de abril estarei em Ushuaia e Antarctica, como parte de uma expedição patrocinada pela BP. Mais detalhes escreverei no blog veds.nomadlife.org a partir de agora...

Bon voyage!

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Sexta-feira, Setembro 05, 2008

Faz 2 anos que estudo na Dinamarca, e nesse tempo muitas pessoas têm me procurado, seja por curiosidade, estranheza ou verdadeira vontade, perguntando sobre essa escola com o nome peculiar de "Os Pilotos do Caos". O Que é? Como funciona? Como posso estudar lá? Existe no Brasil?

A Kaospilot é uma Escola Internacional de Empreendedorismo e Inovação Social, que há 18 anos forma jovens em condições de navegar em tempos de turbulências, com foco curricular em Gestão de Projetos, Liderança de Processos e Criação de Novos Negócios. A escola não se propõe a ser a melhor escola do mundo, mas sim a melhor escola PARA o mundo...

Eu mantenho esse blog com a intenção de compartilhar minha experiência, embora nem sempre encontre tempo para fazê-lo da melhor forma possível... :P

Aproveitando minha última semana em São Paulo, antes de retornar à Dinamarca e concluir meus estudos, gostaria de convidá-los a um bate-papo descontraído sobre Educação, Criatividade, Inovação, e muito mais...

10 de setembro de 2008 (terça-feira)

THE HUB (Bela Cintra 409, São Paulo/SP)

Recepção às 19hs, bate-papo entre 19.30h e 21.30h

Custo: sugestão de R$ 5,00 (bebida/salgadinhos)

Esse convite se estende a todos interessados e curiosos no tema!
Avise com antecedência pelo e-mail henrique@kaospilot.dk


TWO roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
(...)
Two roads diverged in a wood, and I—
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


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Terça-feira, Julho 29, 2008

Continuo vivo, super vivo, super kaótico, mais vivo que nunca.
Vivo viajando, vivo criando, vivo vivendo.

Vou fazer um FAQ logo logo, enquanto ele não chega, pode me enviar as perguntas.
As respostas tardam mas não falham. Ou viram novas perguntas.

Vivo em inglês, vivo em fotos, vivo em momentos.
O outro blog segue muito vivo, obrigado - veds.nomadlife.org

Vivo, nômade. Atualmente em São Paulo. Me liga.

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Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Uruçu, Brasil

Acabo de retornar de Uruçu, um distrito rural pertencente a São João do Cariri, na região central da Paraíba. São João tem 5.000 habitantes, e Uruçu tem 200. Passei 2 semanas por lá. O motivo é meu trabalho de "Lideranca de Processos", referente ao terceiro semestre da Kaospilots. Devia criar e facilitar um processo para um grupo de pessoas, aplicando os métodos, teorias e ferramentas aprendidos no curso (principalmente nesse 3o.semestre). Meu cliente é a Fundacão CERTI, de Florianópolis, e o público-alvo foi a comunidade envolvida no Projeto Água, moradores de Uruçu.

Coloquei as fotos online: http://flickr.com/photos/vedana/sets/72157603064348613/


Um projeto de sustentabilidade

O projeto Água, sendo executado pela Fundação CERTI, e as Universidades Federais de Santa Catarina (Laboratório de Hidroponia) e Campina Grande (Laboratório de Dessalinização), com o patrocínio da Petrobrás, prevê uma solução sustentável para o semi-árido: água, alimento e renda para algumas das áreas mais carentes do país. Esse projeto é um piloto que poderá ser replicado em diversos locais, caso dê certo.

O sub-solo do semi-árido Nordestino é rico em água, mas na sua maioria contém grande quantidade de sais. Existem equipamentos para remover a água potável dos sais, mas o sal jogado de volta ao solo causa um impacto ambiental muito grande, tornando a terra improdutiva. A sustentabilidade em questão é utilizar de alguma forma esse sal, dentro de uma cadeia produtiva. Existem algumas iniciativas e pesquisas na região utilizando essa água excedente, mas apenas parcialmente.

O diferencial do projeto Água é a proposta de utilizar essa água salgada para cultivar verduras em estufa, através da hidroponia, piscicultura de tilápias e a espirulina, uma micro-alga rica em proteínas e minerais, utilizada como complemento alimentar, atualmente sendo importado no Brasil. Com essas três culturas em pleno funcionamento, prevê-se a capacidade de absorsão total da água salgada, tornando o processo sustentável do ponto de vista ambiental.

No ponto de vista econômico, a comunidade teria um aumento na qualidade de vida, a partir do consumo desses produtos, e de sua venda ao mercado local e regional. Como a comunidade é composta na sua grande maioria de agricultores de subsistência, essa renda e trabalho pode provocar um salto qualitativo na comunidade, que se enche novamente de esperanças e aspirações.

Ainda no ponto de vista social, o projeto se concretizará numa cooperativa em que a comunidade será responsável por gerenciar, trazendo uma nova dinâmica de trabalho em comunidade, com empreendedorismo e trabalho em grupo, pelo grupo.

Dilemas de desenvolvimento e trabalho com comunidades

A Fundação CERTI tem trabalhado nos últimos seis meses com a comunidade de Uruçu, de forma a sensibilizá-los e capacitá-los para o trabalho, de forma a ganhar a confiança deles (de que esse projeto é sério e não outra promessa de político). Entretanto, para que a comunidade sinta-se empoderada e considere o projeto "deles", com capacidade de gestão, capacidade de tomar decisões e agir de forma crítica, um longo caminho precisa ser percorrido, e uma grande mudança cultural se faz necessária. Mais do que isso, é necessário que a cultura dos executores do projeto (Fundação e Universidades) e a cultura local dessa comunidade rural no interior do Nordeste se encontrem, e se entendam. Ou melhor, é necessário que os executadores estejam conscientes das diferencas culturais para que o projeto se adapte à realidade local. Essa "transferência" de liderança sobre o projeto, das mãos dos executores para as mãos dos habitantes de Uruçu, é portanto crucial para o sucesso ou fracasso do projeto.

E eu nessa história?

O mandacaru e eu

Nesse contexto eu entrei no projeto, por curtas duas semanas, com a intenção inicial de trabalhar o comprometimento, trabalho em equipe, papel de liderança e a capacidade de assumir riscos e auto-confiança, com um grupo de 22 pessoas de Uruçu. Essas pessoas são as mais engajadas nos cursos que estão sendo ministrados nessas últimas semanas, e naturalmente espera-se que elas assumirão maiores responsabilidades na gestão da futura cooperativa.

Depois de participar numa reunião quinzenal do projeto, marquei as datas dos meus 3 encontros com eles, num total de 6 horas. Aproveitei os primeiros dias para fazer observações, visitas e conversas, muitas conversas com os moradores, desde crianças e adolescentes que já começam a querer se envolver no projeto, até o Zé Cazuza, de 93 anos, a pessoa mais idosa do local, com sua lucidez e seus causos. Os 3 encontros foram um sucesso imediato, pela reação dos participantes, o feedback do cliente, e a minha própria sensação de dever cumprido. Resta saber sobre a continuidade e aplicação no dia-a-dia do projeto.

Me avisaram que me encantaria com as pessoas do agreste nordestino, e tenho que confirmar que é incrível a generosidade, a bondade e a alegria que encontrei por lá, pessoas com histórias incríveis (e difíceis), que vivem 7-8 meses por ano sem chuva, com sol de 40C e sem empregos. O descaso das autoridades públicas em todas as esferas é absurdo.

Ao ter entrevistas informais ou durante os encontros, percebi a inteligência e alta capacidade de pessoas aqui na comunidade, algo que enche todos os membros da equipe executora de otimismo e motivação. Por outro lado, esse potencial não está desabrochado, e em muitos casos acaba sendo reprimido e não explorado.

Escreverei mais após o retorno a Porto Alegre. Ainda estou no modo "observador", evitando tirar conclusões muito rápidas e com certeza equivocadas, resultado da minha vida urbana e domesticada (=estudei demais). Ter estado por lá me ajudou a rever várias hipóteses sobre a vida no campo, o papel da educação e a geração de riqueza... chego a dizer que todo o Brasileiro urbano deve um dia sair de sua casa e conhecer o interior do Nordeste, para entender um pouco melhor a complexidade e riqueza cultural e social desse país.

Estou no momento escrevendo o relatório final do trabalho realizado, a ser entregue nessa quarta-feira. Após a entrega, terei 10 dias para me preparar para uma prova oral, a ser realizada via Skype - a defesa da minha atuação em Uruçu.

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Domingo, Setembro 30, 2007

Brasil novamente!

Agora está confirmado, estou voltando ao Brasil em breve, e dessa vez eu fico por 3 meses na velha terrinha!!

Passei os últimos 2 meses procurando e negociando com clientes para meu "trabalho" da Kaospilots: facilitar um processo envolvendo pessoas numa organização, como consultor externo. Nesse semestre estou sendo capacitado em Liderança de Processos, e esse será meu exame individual. Minhas experiências anteriores (principalmente na AIESEC) combinadas com os novos paradigmas que tenho praticado na Kaospilots, me deixa confiante para assumir um desafio de verdade...

Explorei algumas possibilidades em São Paulo e Porto Alegre, e no final meu cliente será uma fundação baseada em Florianópolis. Um de seus projetos envolve a comunidade de Uruçu (veja no mapa), no interior do sertão Paraibano. Uma comunidade de 80 famílias, sem acesso a celular ou Internet, e um grande projeto de desenvolvimento da região. Meu desafio: criar um senso de empoderamento na comunidade de forma a abraçar o projeto e tocar as iniciativas que dele surgirão.

Website do projeto: http://fontedagua.certi.org.br

Em breve escrevo mais detalhes sobre o projeto e meu papel, pois ainda estou negociando detalhes com o cliente!

Estou chegando em Porto Alegre no dia 15 de Outubro, meu projeto deve tomar todo meu tempo entre 20 de outubro e 16 de novembro. Depois disso pretendo aproveitar bem o final da primavera em casa, natal com a família e ano-novo com os amigos, incluindo casórios. Quiçá uma visita a São Paulo... e retorno para a Dinamarca apenas dia 14 de Janeiro!

Vida nômade, sempre... :)

PS: dia 3 de Fevereiro embarco pra Shanghai...

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Segunda-feira, Setembro 03, 2007

Coloquei online as fotos do meu projeto realizado em Maio no Brasil:

http://www.flickr.com/photos/vedana/sets/72157594271521071/

E aqui segue o vídeo que produzimos durante 2 dias de visitas à comunidade rural de Vale Verde (município de Porto Seguro-BA). Veja o posting anterior para entender melhor o projeto e a intencão do documentário de 12 minutos.

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Eu estive no Brasil no mês de Maio...
Executando meu projeto final do primeiro ano do curso da Kaospilots!

Segue aqui o resumo completo do projeto!!


Pilot-Based Tourism
A Experiência da Kaospilots com Turismo de Base Comunitária em Porto Seguro, Bahia
~ Maio 2007 ~


Projeto: Quatro estudantes da escola de empreendedorismo e inovacão social Kaospilots passaram 25 dias no município de Porto Seguro, Bahia, investigando possibilidades de implementação de turismo de base comunitária nos vilarejos e distritos rurais localizados ao redor do Parque Nacional do Pau Brasil. O projeto realizado em Maio de 2007 identificou o potencial do distrito de Vale Verde, iniciou o trabalho de diálogo com a comunidade, e buscou conectar diferentes atores na região, do poder público e privado, de forma a garantir a continuidade do processo.

Kaospilots: Escola International de Empreendedorismo e Inovação Social, localizada na cidade de Århus, Dinamarca. O curso de 3 anos de duração prepara jovens criativos em Gestão de Projetos, Liderança de Processos e Criação de Novos Negócios.

Website: www.kaospilots.dk

Equipe: Amalie Villesen (22), Dinamarquesa;
Fridda Flensted-Jensen (24), Dinamarquesa;
Henrique Vedana (28), Brasileiro;
Nana Dall (23), Dinamarquesa.



Cliente: IBAMA, através do Parque Nacional do Pau Brasil, como cliente do projeto, buscava oferecer alternativas econômicas sustentáveis aos moradores das comunidades vizinhas ao Parque, de forma a proteger a fauna e flora dentro da área do parque e nas suas redondezas.

Parceiros: Projeto Bagagem, ONG focada em criar destinos de turismo de base comunitária;
Prefeitura Municipal de Porto Seguro, através da Secretaria de Turismo.

Processo:
Visitas preliminares de exploração
Reuniões realizadas com lideranças locais, conversas com moradores e visitas ao parque e comunidades rurais, de forma a entender a realidade local e formular as hipóteses e decidir que soluções seriam mais adequadas no contexto apresentado.


Visita ao Projeto Bagagem em Lençóis, Bahia
Experimentação do turismo de base comunitária em Lençóis, Bahia, junto com a ONG Grãos de Luz e Griô na comunidade rural do Remanso. Conversas com os jovens sobre os sucessos e dificuldades por eles enfrentados.

Encontro em Vale Verde
Grande encontro que contou com a presença de mais de 40 pessoas de Vale Verde e arredores, visou explicar o objetivo do projeto e explorar com moradores locais as tradições e valores, história e riquezas que poderiam ter potencial para “mostrar” aos turistas. Discutiu-se problemas locais e pode-se observar algumas pessoas mais interessadas em participar, que foram convidadas para as duas próximas etapas do processo: visita-piloto e oficina para planejamento da iniciativa.


Moradores locais experimentando o turismo de base comunitária, como “hosts”
Para que os moradores locais pudessem entender de uma forma mais prática o que o turismo de base comunitária significa, em oposição ao turismo convencional ou turismo de massa, o grupo de Kaospilots foi “piloto” de uma visita de 24 horas dentro do distrito de Vale Verde, improvisando com alguns moradores e esboçando um roteiro de visita na localidade. Essa visita incluiu passeio de barco no rio Buranhém, baile com moradores e música local (sanfona), aprendizagem sobre o modo tradicional de pesca (com armadilhas produzidas localmente), discussões sobre os problemas que a agricultura local enfrenta, e por fim visita ao alambique local. A visita incluiu o pernoite na casa de moradores de Vale Verde.

Moradores locais experimentando o turismo de base comunitária, como turistas
Alguns moradores locais foram convidados para visitar a fazenda Três Irmãos, perto de Vale Verde, que há dois anos recebe turistas, e cuja filosofia se aproximava ao turismo que o grupo pretendia introduzir em Vale Verde. A intenção da visita foi transformar moradores locais em turistas, e dessa forma possibilitar que eles possam enxergar o próprio potencial da região. O passeio de 3 horas foi seguido de uma oficina e debates entre os participantes. Funcionários do IBAMA e parceiros locais também estiveram presentes nessa tarde.

Oficina com lideranças locais e planejamento de etapas posteriores
Depois de experimentar o turismo de base comunitária no papel de turistas, os moradores locais puderam compartilhar suas experiências, e trabalhar em conjunto e criar (desenhando no papel) futuros roteiros em sua comunidade, expondo o potencial para receber turistas. Ao final, o compromisso firmado entre eles próprios de que os primeiros passos precisam ser dados, com iniciativa local, sem esperar pelas autoridades públicas ou auxílio externo. O grupo de moradores fez uma lista de prioridades para trabalharem no futuro.


Articulação de parcerias com organizações locais
Para garantir que a reunião e o compromisso firmado entre os moradores locais fosse concretizado, o grupo de Kaospilots buscou trabalhar com organizações locais que pudessem apoiar essa iniciativa depois da sua partida. Dentre as parcerias, inclui-se a Secretaria de Turismo de Porto Seguro, o IBAMA, através do Parque Nacional do Pau Brasil, a ONG Macunaíma de Valorização Cultural, e Portomondo, agência de viagens com foco na sustentabilidade ambiental e social na região de Porto Seguro.

Apresentação do documentário “Vale Verde: Mudanças à Frente” em Vale Verde
Durante a visita-piloto em Vale Verde e a oficina realizada com moradores locais, o grupo de Kaospilots esteve filmando um documentário de 12 minutos, expondo o potencial e as ameaças ao turismo em Vale Verde, mostrando um pouco da realidade local. O vídeo pode ser utilizado pelos parceiros para promoção da iniciativa e serve como resgate da auto-estima da população local.

Resultados: Como um projeto da Kaospilots, o projeto teve resultados que foram difíceis de serem avaliados. Esse projeto pôde ser considerado um “Processo de Desenvolvimento Social”, portanto uma melhor avaliação do seu impacto seria possível apenas após meses da sua conclusão, e seu sucesso depende mais dos atores locais do que do grupo de estudantes.

1. Comunidade de Vale Verde:
Pessoas em Vale Verde que estiveram envolvidos de alguma forma com o grupo de Kaospilots (entre 15 e 20 pessoas) estão motivadas e entendem o que o turismo de base comunitária significa. Um grupo de 5-8 pessoas da comunidade assumiu uma certa liderança informal dessa iniciativa. Além da motivação em relação à iniciativa, essas pessoas demonstram um despertar de consciência, ao entender que para resolver os problemas na comunidade, é preciso agir e não esperar que a solução venha “de fora”.

2. Parceiros:
Uma rede de indivíduos e organizações locais se colocaram a disposição para ajudar a comunidade a se organizar, inclusive tomando a iniciativa caso necessário.

3. O documentário produzido, descrito acima.

4. Relacionamento entre Parque Nacional do Pau Brasil e moradores dos arredores:

As pessoas que se envolveram no projeto passaram a ver o IBAMA como aliado nessa iniciativa, e espera-se que essa imagem positiva reverta-se em um relacionamento mais positivo entre as partes daqui pra frente.

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